segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

漫画: 01# - Fushigi Yuugi



みなさん、こんばんは!



(Esse é meu primeiro post para o Forgotten Queen, me foi cobrado que postasse algo novo hoje, porém ainda estou com as minhas ideias novas em andamento, então peguei esse post que já estava pronto e fez parte de um antigo blog, apenas para "marcar presença")




Esse é o primeiro post da série 漫画, onde eu postarei alguns títulos que eu gosto, que eu tenho interesse em ler ou que eu queira compartilhar algum fato importante. Pois bem, o título de hoje é ~~~~~~~~~~~ 

                     
                                      Fushigi Yuugi! (ふしぎ遊戯)
   



Eu ouvi algumas pessoas falarem de Fushigi Yuugi inúmeras vezes, mas nunca me interessava realmente para ler. Até que um dia eu estava andando pelo centro da cidade e entrei em um sebo e lá estava ele, o mangá de nº1 de Fushigi Yuugi, olhando para mim. Hesitei por um momento, mas resolvi comprar. Li o mangá dentro do ônibus enquanto voltava para casa, amei a história. Continuei lendo a história na internet ~rsrsrs~ mas depois de um tempo parei, don't know why. Foi aí que outro dia, andando pela cidade encontrei outro sebo e foi lá que eu encontrei a edição de colecionador com os seis últimos volumes do mangá, bem aonde eu tinha parado. Comprei e terminei de ler, finalmente 




• Fushigi Yuugi é o mangá de maior sucesso criado por Yuu Watase (também conhecida por Ayashi no Ceres e Zettai Kareshi), foi publicado no Japão de 1992 a 1995, o mangá fez tanto sucesso que até hoje é produzida uma saga chamada Fushigi Yuugi Genbu Kaiden.

Mas vamos ao que realmente interessa... 
Fushigi Yuugi conta a história de Miaka Yuki, uma estudante preocupada com seu teste de admissão no colégio. Um dia Miaka decidiu estudar na biblioteca com sua amiga, Yui. Miaka avistou uma ave vermelha e resolveu seguí-la, a ave entrou em uma sala onde a entrada era proibida à pessoas não autorizadas, mas Miaka entrou assim mesmo. Miaka encontrou Yui e resolveu contar para ela da ave e então, de repente, caiu um livro da estante e as duas, muito curiosas que são, decidiram lê-lo. Yui percebeu que o título estava escrito em chinês antigo, o livro chamava-se " O Universo Dos Quatro Deuses". Assim que Yui começou a lê-lo, elas foram transportadas para dentro do livro, que tinha o ambiente da China Antiga onde se passa a história. 
 Com o decorrer da história as personagens começam a 'perambular' pelos dois mundos o que causa uma certa instabilidade no mundo humano. 
Fushigi Yuugi além de um mangá emocionante, de certa forma cômico, com lutas, buscas e mistérios ainda ressalta uma linda (e complicada, rs) história amor. 
 Fica a dica, caso você ainda não tenha lido. E se você for daquelas pessoas que preferem ver o anime, corram pros downloads, pois ele existe! ~qqq

キス キス~ Hyume-chan。




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Me diz: o que dizer?


Andando vagamente por um lugar qualquer, carregando um livro em uma das mãos e mexendo constantemente no cabelo com a outra. Balbuciava algumas palavras vãs, e expressava vigorosamente sua aflição. 
Parou em um bar, pediu uma bebida. Pousou o livro sobre o balcão, sentou-se e ficou ali esperando seu pedido chegar.

 - Da mais forte, por favor. 

A bebida chegou e ela tratou logo de acabar com tudo no primeiro gole. E assim se sucedeu nas seguintes seis doses. Totalmente desnorteada, começou a  conversar com a bebida, sua melhor amiga no momento.

- Eu sei, vou ficar aqui, acabada, largada na rua. Quem se importa? Não pedi pra se importar, eu pedi? Não, não pedi. Talvez seja esse o meu erro: não te pedi nada. Fiquei com medo de que você se sentisse sufocado, eu sei que você não queria se sentir assim. Te dei a liberdade, esperando que você preferisse desfrutá-la ao meu lado. Eu devia ter te pedido, qualquer coisa, só pra você saber que eu precisava que fizesse algo por mim, por mais fútil que fosse. 

As pessoas ao redor a olhavam pelos cantos dos olhos, e riam, discretamente, da embriaguez da moça. Um garçom chegou até ela e perguntou se precisava de ajuda para ir para casa, ela recusou, dizendo que ainda não estava satisfeita, e logo, pediu mais doses de vodka.

- E agora? Me diz: o que dizer? O quê? Falar com um copo de vodka, eu falo, grito, reclamo, desabafo. Mas sabe como é falar olhando fundo nos olhos de alguém? Por que eu detesto as coisas ditas com os olhos voltados para o chão. Mas quem olharia para o chão agora? Eu. Por que diabos esses olhos tem que mostrar tanto de alguém pra outro alguém? Nem óculos escuros disfarçam. Alguém devia rever o projeto do corpo humano, refazer isso aí, tem muita coisa errada. Aliás, tem muita coisa errada no ser humano, e a maior parte nem é nessa coisa de "fisicamente", tá nessa tal de mente. Uma mente que mente e desmente, que às vezes nem sabe mentir. 

Virou o copo, e pediu mais uma dose, para que pudesse continuar a sua conversa.

- Eu acho que devíamos todos ser bebidas alcoólicas. Olhem só que vida boa vocês tem! Ficam aí, envelhecendo pra melhorar a qualidade, e quando saem para o mundo, afogam em suas gotas alcoolizadas toda a desgraça mundial. Vocês são a solução pro desespero humano, pras desilusões, pro ódio, pra mim e pra você. E encorajam. Talvez seja por isso que eu vim buscá-las hoje. Me deem coragem! Eu preciso, não pra lutar numa guerra mundial ou salvar uma criança se afogando numa piscina. Preciso me salvar, preciso abrir essa boca e dizer o que eu tenho pra dizer. 
Foi no final de agosto, eu acho. Não estou em condições mentais de me lembrar. Eu jurei, por deuses, que jamais cairia nessa desgraça de abismo novamente. Quem disse que minhas juras são levadas a sério? Ah, por favor, eu te disse pra não acreditar.
Agora me diga, eu fui ou não fui transparente nas palavras? Eu disse, eu sei que disse! Inúmeras vezes, mesmo contra a minha vontade. Sabe quantas coisas eu fiz contra a minha vontade? Todas e nenhuma. Porque o "contra a minha vontade" na verdade era a minha vontade não revelada, envergonhada. Eu sabia que era um problema, desde o início. Mas eu gosto de problemas, eu gosto do díficil, ruim, complicado, errado, perigoso, escondido. Eu gosto disso, e foi por isso que eu me arrisquei. Ninguém entendia porque eu agia dessa forma, e entendiam ao mesmo tempo, não queriam acreditar no que acontecia. Maldito fim de setembro. Aquelas palavras que ficaram me rodeando a mente até quando as chances haviam desaparecido. Eu não posso dizer que não pensei em desistir, porque pensei e até tentei. Mas parecia que ia dar certo algum dia, e deu. Devia ter dado, não sei. 

Bebeu novamente, e pediu mais.

- Eu preciso acabar com esse silêncio. Meus ouvidos não aguentam mais a falta de palavras, a falta dos murmúrios. Você podia reclamar de mim, fazer aquelas acusações idiotas, falar e não dizer nada, zombar de qualquer porcaria desse mundo, mas fale! Fale! Não me faça ter que pedir pra falar. Lembra que eu nunca te pedi nada? Lembra que foi esse o meu erro? Afinal, você lembra de alguma coisa? Você se importa com alguma coisa? Não, não se importe. Era isso que eu tinha pensado, era essa a condição. Não devemos nos prender. Não queremos.
Só que eu não penso como uma prisão, é só, sei lá. Não sei definir, e tenho medo de dizer, de te fazer entender. Você pode rir, sei lá, mas eu cheguei a pensar que pudesse dar certo. Eu tentei esquecer durante uns meses aí, eu tive oportunidade de te substituir, por alguém bem próximo por sinal. Sabe o que eu fiz? Recusei. Inventei desculpas, fiz alguém se sentir mal porque eu não podia te substituir assim. É lógico que você não tinha nada a ver, nem sabia direito, mas eu não podia. É, eu funciono assim. Estranha, idiota, incompreensível. Agora me explica, o que você tem de tão especial? Quantos como você eu podia encontrar por aí? Minha vida mudou de rumo, por que eu precisaria de você? Eu preciso. Porque, eu sou assim, estranha, idiota, incompreensível. Porque foi assim, e assim você fez com que eu me interessasse, portanto, o problema é seu. 

Bebeu sua última dose àquela noite. Pagou a conta, pegou seu livro e continuou seu monólogo pelas frias calçadas no centro da cidade.

- Eu sabia desde o início. Me mostrou um mundo de possibilidades, de novidades. Fez eu me sentir uma adolescente em suas aventuras bizarras e imorais. Eu te disse que eu gostava dos culpados. E a mente que mente e desmente, dessa vez não mentiu. Em todas as vezes não mentiu, nem nas que tentou mentir. Eu sinto que estraguei uma parte importante da sua vida, e se eu pudesse, faria tudo diferente. Porque eu já tinha escrito mil histórias de como isso deveria acontecer, e no final, saiu tudo fora do roteiro. E você me fez gostar de não seguir o roteiro. Mas não teve a mesma importância pra você, creio eu. 
Não é como se prender, não tem aquelas frescuras, enfim, é só saber que eu te pertenço e que podia ser assim até o fim. Pertencer não tem que ser necessariamente prender, estar o tempo todo com, não deixar respirar fora do aquário. É estar em qualquer lugar que esteja, e saber que tem pra onde voltar, pra quem voltar. Saber que tem quem vai ouvir, quem vai rir, quem vai se interessar pela novidade que você tem pra contar, quem vai debater sobre esses assuntos complicados com você. É saber que tem alguém, que te tem, que você tem. Uma mesma ideia.

Foi caminhando por uma rua escura e pouco movimentada. Parou em frente à uma casa e deixou no chão o livro.

- Nunca me dei bem com esse tipo de coisa. Fui lá tomar, literalmente, "a coragem". Queria olhar nos seus olhos, esses olhos que mudam de cor frequentemente de um jeito engraçado, e dizer tudo, e quem sabe, ver com os meus olhos, esses meus olhos sem graça que nem de cor mudam, um sorriso se abrir no seu rosto, feliz com as palavras que você queria ouvir. Mas me restou um pouco de consciência, talvez a bebida não estivesse devidamente envelhecida, e essa consciência me disse que talvez eu visse seu olhar se desviar para o chão. E você sabe, como eu odeio as coisas que são ditas olhando para o chão. Não quero te odiar, por mais que você me odeie. Então decidi que o mais sensato, fosse que seus olhos, que mudam de cor frequentemente, deslizassem pelas minhas palavras, escritas sob gotas alcoólicas que salvam o mundo das desilusões, e entendessem o que eu queria te dizer. Eu inventei uma história, porque nem através das palavras e devidamente alcoolizada eu sou capaz de admitir. Mas você, e seus olhos que mudam de cor, vão entender, vão se localizar. 
Só me procure, se vier com aquele sorriso no rosto e olhando para os meus malditos olhos que não mudam de cor, porque eu detesto as coisas ditas olhando para o chão.

Apertou a campainha e, em seguida, tomou o rumo para casa. Sem certeza do caminho e se chegaria lá 
até amanhecer. Só queria ter tempo de saber a resposta, daqueles olhos que mudam de cor frequentemente de um jeito engraçado.


domingo, 2 de dezembro de 2012

Pisaram em folhas secas


Ouvia desesperadamente as gotas de chuva atingirem o chão. Não acendia as luzes, deixava-se embalsamar pela escuridão. Lembrava-se do barulho de quando pisava em folhas secas.
Alguém lhe chamava do lado de fora, provavelmente querendo abrigar-se da intensa chuva. Abriu a porta e deixou entrar aquele ser desconhecido. Uma criança, coberta por uma capa vermelha, sentou no chão ao lado do sofá.
 - Onde estão seus pais? - Perguntou, porém resposta nenhuma obteve. 
Alguns minutos silenciosos se passaram até que a misteriosa criança ergueu a cabeça para ver o rosto de quem lhe havia abrigado. Era um garoto, aparentava uns seis anos de idade, tinha muitas marcas no rosto e estava bastante sujo. Mas o que mais lhe chamara a atenção foram os seus olhos, dois círculos grandes de um azul puríssimo.
Não sabia o que fazer, o que dizer. Só sabia que o garoto que ali estava palavra nenhuma diria. Sentou-se à sua frente e ficou ali, observando-o. A profundidade dos olhos da criança a levavam para outros mundos, lugares que certamente só em sua imaginação poderia conhecer. Não eram olhos, eram janelas. E através dessas janelas ela viajou, durante meses, pelos quatro cantos do planeta e além dele. Sorriu, dançou, chorou.
E voltou e se deparou com aquela sala escura e uma leve garoa do lado de fora. Mas a criança ali já não estava mais. Abriu a porta e a viu caminhando pela calçada, para lugar nenhum. 
Ouvia o barulho de quando pisavam em folhas secas.





terça-feira, 27 de novembro de 2012

Acabou o tempo.


 Abriu os olhos logo cedo e dirigiu-se à sua rotina. Fez com que tudo parecesse bem, mas não suportava a dor dentro de si, pois aquela cena jamais seria a mesma. 
Desejou durante anos, incessantemente, não ter de voltar para o mesmo lugar, ver as mesmas pessoas, fazer as mesmas coisas. Que ironia. Hoje implorava para que seu desejo não fosse atendido.
Quem dera fosse só a despedida dessa rotina que lhe perturbava a mente, mas haviam os arrependimentos. Os amigos que não fez, as pessoas que ignorou, os momentos que não aproveitou, os sorrisos que não deu, os abraços que negou. Ainda tinha chance de se retratar, mas o bendito do orgulho à impedia. 
Resolveu aproveitar a vida nos seu último instante, e descobriu que de nada lhe valeu viver todos os anos passados. Acreditou no valor das amizades, descobriu que o sorriso se conforta no rosto e sentiu o calor dos abraços. Mas acabou o tempo.
Devia ter dito que o amava, enquanto ele esperava por isso. Devia ter dado aqueles presentes que lhe fizeram lembrar seus poucos amigos durante as viagens. Devia ter acreditado quando lhe disseram que sim. Deveria. 
Era tarde, e ela não quis voltar para casa. Estava muito abalada e confusa, foi andando tropeçadamente até àquele lago, cenário que havia feito parte de inúmeros acontecimentos de sua breve vida. Sentou-se na grama e ficou a observar o leve movimento da água, o agitar dos pássaros, o balançar das árvores. 
Quantas lembranças de sua vida não haviam sido afogadas ali? Quantos bilhetes, pequenos objetos e fragmentos de lembranças não haviam virado comida de peixe? As lágrimas começaram a escorrer, desejava que aquela dor se esvaísse com seu choro. Era insuportável a realidade.
Lembrou-se dos amigos que nunca mais viu, lembrou-se da pré-adolescência quando fugia das responsabilidades para experimentar uma vida adulta de vícios insanos. Como queria viver cada momento, lentamente, novamente.
Finalmente entendeu o que as pessoas queriam dizer quando falavam que o que passou não volta mais. Esqueceram de dizer que não se repete, que não é possível recriar os acontecimentos passados. Não ficam iguais.
Enxugou as lágrimas e voltou para casa. O orgulho ainda a impedia de mostrar o que sentia. Não podia demonstrar-se fraca e arrependida, seu mundo se diluiu mas ainda assim precisava manter sua pose blasé. 
Bem no fundo queria correr e abraçá-los, olhar nos olhos e dizer que vai sentir falta, pedir desculpas, e soltar aquele 'eu te amo' engasgado. Mas acabou o tempo. 


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Entregue os pontos.



Acredito eu, que antes de findar todos os meus sonhos, devo deixar à vocês meus agradecimentos, lembranças e satisfações. 
Na minha concepção de mundo todos vocês estão errados, quero deixar isso claro logo de início. Todos sempre estiveram errados.
 De que lhes adianta iludir  tanto as crianças se elas crescem? E o impacto que elas sentem ao crescer as fazem refletir e tomar decisões como as minhas. Talvez seja essa a intenção.
O falso moralismo nos faz exigir direitos sobre os preconceitos, mas todos somos preconceituosos. Todos somos, sempre seremos. Mas persistem em levantar a bandeira da hipocrisia, deixando-se consumir por ela. Ah, seres humanos, quão fúteis nós somos.
Fazemos da felicidade o nosso princípio de vida, mas nem se quer sabemos que diabos é essa tal de felicidade. Cada um tem uma opinião sobre o que é, sobre o que quer. A verdade é que não sabemos nada e não queremos coisa nenhuma.
Vamos voltar a iludir as pobres crianças. Contar-lhes lindas histórias de amor, para que cresçam acreditando que são incompletas. Deixem-nas sofrer! Deixem-nas provarem a amargura da convivência em sociedade. Tomem o gosto pela realidade e a preferência pela ilusão. Não vivam dispersos mas não se entreguem às circunstâncias.
Eu vi vidas escorrerem pelos olhos, e não pude fazer nada por elas. Não quis.
Gostaria de agradecê-los por tanta ignorância e argumentos sem fundamentos cuspidos na minha cara, me senti superior às suas mentes manipuladas.
Não acabei com a vida, acabei com os sonhos. Estar vivo é relevante, viver é estar em movimento constante. 
Entrarei agora no meu estado de inércia.


sábado, 20 de outubro de 2012

O amor dentro do pote.



Uma palavra dita na hora errada, um fato recém revelado, um frase de grande impacto ou mesmo uma daquelas decepções cotidianas, eram alguns dos fatores que a faziam parar para pensar. Uma garota quieta, tímida mas com os pensamentos bem desenvolvidos. 
Estava chovendo -e isso já era um motivo para ela querer parar para refletir- e ela sentou-se ao lado da janela de seu quarto, observando a movimentação dos pássaros para fugir da leve chuva. Ela queria refletir naquele momento, sobre alguma das infinitas coisas que a vida tem. No entanto, nada lhe veio à mente. Talvez porque as reflexões devem ser momentâneas e não planejadas. 
Fechou os olhos e começou a controlar sua respiração. Respirava lentamente, sentindo o ar encher os seus pulmões. Abriu os olhos e os fez percorrerem pela desordem de seu quarto. E lá em cima da penteadeira estava o tema de sua reflexão naquele dia cinzento. Lentamente levantou-se e caminhou em direção à penteadeira, apanhou um pequeno pote com uma tampa branca e um coração desenhado, dentro dele haviam alguns coraçõezinhos perfumados. 
Logo ela pensou em amor. Corações lembram amor, ela sabia disso, todos sabiam. Lembrou-se dos corações que ela via cravados em árvores, nos cantos dos cadernos das garotas de sua classe, na capa do álbum de casamento de seus pais, no seu pijama favorito, nos comerciais da TV. O amor estava ligado à tudo, inclusive à falta dele. Concluiu que o amor era como aqueles coraçõezinhos perfumados de dentro do pote, bonitos enquanto duram. Aquele perfume uma hora acabaria e então o coraçãozinho seria jogado fora, talvez alguém ainda o guardasse, caso fosse um presente de alguém especial.
Ela tinha um pote cheio deles. Cheio de corações, cheio de amor. Ele estava fechado, esquecido, enquanto muitas pessoas precisavam sentir um pouco do cheiro do amor. Anoiteceu, a menina dormiu e o pote ficou em cima da penteadeira refletindo todos os pensamentos do dia. Passado algumas horas de sono, ela despertou com o som dos pássaros em sua janela anunciando que o sol já nascera. Tomou banho, café da manhã, escovou os dentes e voltou para o quarto, apanhou seu pote de corações e saiu de casa.
Foi andando até uma praça perto de sua casa, sentou-se à sombra de uma grande árvore e ficou vendo o dia passar, sentindo o cheiro dos corações, o cheiro do amor. Seu estômago já roncava e provavelmente seus pais estariam preocupados com seu paradeiro, decidiu voltar. Caminhando lentamente pela grama da praça foi depositando ali alguns de seus corações. 
Ao chegar em casa tranquilizou seus pais, pegou um pedaço de bolo e um copo de suco e subiu para o seu quarto. Sentou-se à janela, como no dia anterior, observando a movimentação dos pássaros em busca de comida. Ainda sentia o cheiro doce dos corações. O sol já estava querendo se pôr quando a garota avistou um grupo de crianças correndo pela calçada com pequenos corações na mão. Lá estavam elas, levando o amor.

As autoras

Como entender um blog sem conhecer, o mínimo que seja, de quem o escreve? Então aqui vai uma breve apresentação das autoras:



Fernanda Lopes, mais conhecida como Hyume Chan. Tenho 17 anos, nascida e criada em Curitiba - PR. Caloura de Design Gráfico na UFPR (perdoem o layout mal trabalhado, hahaha). Amante completa das artes,fã de cultura japonesa (pop e tradicional) desde os três anos de idade. Gosto muito de fotografia e até me atrevo com alguns cliques, ainda não profissional mas caminhando para isso. Adoro literatura, e ler é um dos meus passatempos preferidos. Gosto de rock, assim, para resumir. Numa pegada mais rock antigo, mas curto algumas bandas mais atuais também. Tem gente que jura que eu sou uma personagem de livro, ou que saí de um dos filmes do Tim Burton (até que gosto dessa teoria sobre minha existência). Gosto muito de história e aprender sobre civilizações antigas, como, por exemplo, os egípcios. Tive meu primeiro blog aos 12/13 anos de idade, porém nunca obtive sucesso com ele, nem com os sucessores. 
Escreverei aqui sobre muitas coisas. Curiosidades que eu gostaria de compartilhar, coisas que eu gosto e quero mostrar, coisas que eu aprendi a gostar, fazer e etc. That's all. 
         
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Felicia Loupe. Um devaneio, uma imaginação, um "alguma coisa". Creio que devo ter 19 anos. Acho uma idade interessante, então devo ter mesmo. O local onde eu nasci é irrelevante. E, irrelevante é uma palavra que eu gosto muito. Não saio distribuindo sorrisos, no entanto, não recebo ninguém com pedras nas mãos. Gosto de palavras, de ler, de escrever. Gosto de poesia, de prosa, de monólogos, de peças, de romances. Gosto dos inteligentes e críticos. Minha linha de raciocínio não faz muito sentido, na maioria das vezes, mas eu consigo torná-la um pouco compreensível. Eu vejo a vida com dose doses a mais de melancolia, e isso me torna capaz de desenvolver as ideias e os sentimentos com mais vigor e veracidade em meus contos. São contos, apesar das semelhanças. Caso a "carapuça sirva", lembre-se que são contos, e provavelmente não foram feitos para você, pois não temos nenhuma ligação, não é mesmo? Ou temos, e nem você nem eu sabemos. Gostaria de ter uma coruja chamada Fawkes. Gostaria de fazer muitas coisas, dentre elas falar latim fluentemente e pregar uma peça em algum duende. Esses discípulos de Puck realmente me irritam. Se você acha esse comentário um tanto quanto estranho é porque não acredita em seres fantásticos. E, se você não acredita em seres fantásticos, você é um tanto quanto estranho. Voltando aos meus gostos: eu gosto de experimentar, gosto de experiências. Gosto da psicodelia e de universos alternativos (aliás, eu nasci num universo alternativo. É, eu disse anteriormente que era irrelevante. Não deixou de ser.)
Meu papel no Forgotten Queen é o mesmo de antes, escrever e descrever desejos e críticas de uma mente conturbada. Talvez, ainda, eu lhes dê a honra de desfrutar de alguns fragmentos da história que dá nome à este blog (sintam a arrogância na qual eu escondi a insegurança de publicar essa história). Não sou tão fria, sarcástica e sombria quanto pareço. Apenas discreta nas apresentações. Espero que gostem, comentem e critiquem as postagens. Obrigada pela atenção e paciência ao ler isto, eu espero que sua mente não tenha explodido com a confusão e diversidade de informações.