Os tão famosos, guardados e esquecidos, LPs.
Já faz algum tempo que eu queria revirar esses discos. Bem, eu moro com os meus avós e isso faz com que eu tenha algumas coisas antigas e um certo conhecimento sobre elas. Dentre essas coisas antigas, estão os discos de vinil do meu avô. Eles ficam guardados comigo já, há algum tempo, no entanto eu nunca os analisei como queria, e hoje (especialmente para esse post) eu dei uma reviradinha de leve e trouxe algumas coisas para vocês verem.
Pra quem não sabe (eu duvido que haja alguém que não saiba, mas enfim, é sempre bom ter uma introdução), discos de vinil -conhecidos também como LP- é uma mídia desenvolvida no final da década de 40 para reprodução musical. Assim como os CDs, fitas de áudio (quando eu era criança elas ainda eram usadas, pois é), e hoje em dia pendrives e celulares, né?
O aparelho usado para reproduzir as músicas do vinil é o toca-discos, mais conhecido como vitrola.
Esse é a vitrola do meu avô, a última que sobrou, rs. E, infelizmente, ela não está funcionando, mas em breve esse problema será resolvido (eu espero).
Não vou entrar em detalhes como esse aparelho funciona, mas é interessante dar uma pesquisada no Google, recomendo!
Voltando aos discos do meu avô, eu encontrei muitas coisas bacanas e divertidas. Bem, a maioria é MPB (samba principalmente), tem alguns internacionais e umas misturas bizarras. Mas creio eu, que os discos mais legais e ~importantes~ ficam guardados nos álbuns, que eu não consegui abrir (e acho que nem deveria ter me atrevido a tentar), mas numa próxima eu tento.
Esses são os tão temidos, obscuros e secretos álbuns. Um dia eu descubro o que eles guardam, rs.
Os primeiros que eu peguei para ver e fotografar, foram os "mini-vinis". Bem, eu os chamo assim, mas se não me engano a classificação dos vinis por tamanho é 12, 10 e 7 polegadas, sendo assim, esses abaixo os de 7 polegadas:
Esse disco vermelho, adivinhem só, é um disco infantil da história da baratinha! HAHAHAH, sério gente. Eu lembro que ouvia bastante ele (e uns outros que eu não achei) mas agora não consigo me lembrar da história, senão até faria uma sinopse.
Ainda nos discos de 7 polegadas, eu achei um que costumava ficar o dia inteirinho na vitrola...
A Sinfonia Dos Canários. Essa era a musiquinha de fundo da casa, normalmente. Confesso que era de certa forma irritante, porque pensem: eu moro numa rua super movimentada, acostumada desde que nasci a ouvir barulho de carros, caminhões, ônibus e etc, daí, de repente, vem o canto de passarinhos de uma maneira tão forçada, hahaha. Irritava, mas é bonitinho de se ouvir, traz uma certa tranquilidade.
Agora, de todos os vinis de 7 polegadas o que me chama mais atenção não é nem um disco, é uma capa!
Eu AMO essa capa. Esse monte de cores, esses desenhos remetendo às décadas passadas. Essa vibe toda "e aí, broto legal?", adoro isso. O disco que tá aí dentro, provavelmente, não é o pertencente à capa. Eu não achei o disco dessa capa e nem faço ideia de qual seja (carece de informações, perdoem), mas que a capa é legal, ah, é! Eu até fotografei cada "personagem" disso aí, separadamente e fiz uma colagem, pra ficar mais fácil a visualização.
"Disco é cultura beleza." "Quem não gosta de música É CARETA."
Entre os grandes vinis de 12 polegadas, eu encontrei alguns que me deram vontade de fotografar, rs.
(clique nas imagens para ampliá-las)
Esse primeiro disco é uma regravação de músicas de Gilberto Gil, Chico Buarque de Hollanda e Caetano Veloso, por Claudette Soares, cantora brasileira (apelidada de Princesinha do Baião, por Luiz Gonzaga) apresentada no programa A Raia Miúda, na década de 50.
O segundo disco é de um festival de música popular, com orquestra sinfônica, contendo Polonaise Em Lá Bemol Maior, de Chopin.
E o terceiro disco contém algumas músicas do grupo vocal The Platters, da Era do Rock n' Roll, na década de 50. Pra quem não conhece, foi formado em Los Angeles em 1953, por Tony Williams, David Lynch, Alex Hodge. Passando por várias alterações ao longo dos anos. Chegou a vender mais de 53 milhões de discos e está no Rock And Roll Hall Of Fame desde 1990.

Esse é o segundo disco do Roberto Carlos, Jovem Guarda, lançado em 1965. Eu, particularmente, gosto dele por causa dessa primeira música aí: Quero Que Vá Tudo Pro Inferno.
"Quero que você me aqueça nesse inverno/ E que tudo mais vá pro inferno!"
E, pra fechar com chave de ouro esse post, quero mostrar um encarte/livreto de um disco, que eu simplesmente amei (meu lado de aspirante à designer se sobressaindo novamente).
O disco se chama "100 Anos de Samba" (se não me engano, não é apenas um disco, são vários), e contém inúmeros sambas de vários artistas brasileiros.
Eu tomei a liberdade, mais uma vez, de fazer uma colagem para a melhor visualização. A arte desse encarte é linda, simples, P&B e fantástica. Dá vontade de desmontar e colocar de papel de parede no quarto, sério! E depois dessa pesquisa de hoje, eu realmente me animei pra arrumar a vitrola e comprar uns LPs (corre pros sebos, galerë).
Bom é isso, espero que tenham gostado do post de hoje, a primeira curiosidade sobre o mundinho que me cerca. Devo dedicar (acho meio estranho isso, mas enfim) esse post ao meu amigo Lucas Pessoa, que vive querendo saber dos discos que eu tenho aqui, haha, de certa forma, contruibuiu pra ideia do post.
キスキス ~ Hyume-chan
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